
Monfortino Riserva Giacomo Conterno 2015
Vinhos raros
Perfeitos para oferecerO Monfortino é um Barolo quase mitológico, absolutamente majestoso, considerado entre os melhores vinhos tintos do mundo. Nasce nas melhores colheitas das melhores uvas de Nebbiolo do cru França. Vinificado em madeira, amadurece em grande barril por mais de 6 anos. O seu perfil aromático é riquíssimo e imponente, o sabor é caracterizado por grande complexidade e por uma componente fresca e salgada, de interminável persistência
O Monfortino é sem rodeios uma verdadeira lenda líquida, um verdadeiro campeão capaz de reescrever a história do Barolo e de sentar-se à mesa dos maiores vinhos do mundo. Monumento granítico, é uma criatura quase imortal, dada a sua capacidade de desafiar o tempo e de estabelecer uma relação dialética em que, após décadas, sai até enriquecido. Um pedaço de Langa, profundo e territorial, assim como a adega fundada pelos Conterno em 1900, sem que desde aquele dia a interpretação clássica e austera de uma casta vocacionada como o Nebbiolo tenha diminuído. O primeiro rótulo Monfortino aparece em 1924, para sublinhar a localização das vinhas situadas em Monforte d'Alba, enquanto que desde 1974 o vinho é obtido inteiramente da Vigna Francia di Serralunga D'Alba.
O Monfortino Riserva provém de uma seleção das melhores uvas de Nebbiolo situadas na vinha França, a mesma de onde derivam Barolo e Barbera Cascina Francia, outros vinhos históricos dos Conterno. Após uma seleção minuciosa dos cachos, a primeira fermentação ocorre em cubas de carvalho de 61hectolitros, com longas macerações também com a tampa submersa, como manda a tradição. Subsequentemente, o líquido é transferido para grandes barris de madeira, predominantemente de origem austríaca, onde, após a fermentação malolática, estagia por cerca de seis anos antes do engarrafamento.
O Barolo Monfortino Riserva apresenta-se no copo com uma cor vermelho granada viva e cintilante. O nariz é um retrato comovente de Langa, que se revela gradualmente e de forma sussurrada. A rosa canina, a violeta, a cereja: está tudo neste hino ao classicismo, embora falar de descritores pareça quase redutivo, dada a harmonia e a coesão dos aromas. A degustação é experiencial, um verdadeiro ciclone que conquista o paladar, preenchendo-o com graça e potência ao mesmo tempo. A cilindrada do líquido permite que se estenda longe, esvanecendo-se em uma persistência eterna. Para beber, pelo menos uma vez na vida.

