
Cagnulari Cherchi 2024
Castas invulgaresO Cagnulari da adega Cherchi é uma das referências da tipologia, originada de uma casta autóctone sarda de antiga origem. Tem um bouquet floral e frutado de gerânio, flores vermelhas, cerejas maduras e alcaçuz. No paladar, mostra-se macio, seco, mineral e muito fresco, sem perder a persistência.
O vinho sardo Cagnulari é um belo exemplo de como, com paixão, trabalho e esforço, se podem trazer à atenção dos consumidores variedades autóctones que merecem destaque. Obviamente, por trás disso deve haver uma mente como a de Giovanni, alma da adega Cherchi, desejosa de redescobrir e valorizar as variedades tradicionais, que melhor do que outras expressam o terroir local. E então aqui está a variedade Cagnulari, que se apresenta ao nariz com um bouquet frutado e floral, dotado de uma boa intensidade aromática, para depois prosseguir ao paladar com um gole preciso e nítido. Um rótulo que merece mais do que uma prova, como testemunham também as boas pontuações obtidas a nível nacional pela crítica.
Este Cagnulari nasce da utilização em pureza da uva homônima. Trata-se de uma variedade autóctone antiga, presente em boas percentagens na zona do sassarese, mas praticamente ausente no resto da Sardenha. Giovanni Cherchi, proprietário da adega, decidiu empenhar-se na sua recuperação e valorização, cultivando-o em parcelas caracterizadas por um solo argiloso e calcário, situadas a cerca de 200 metros acima do nível do mar. Após a colheita, as uvas são desengaçadas e esmagadas, para depois serem suavemente prensadas e encaminhadas para a fermentação alcoólica, que ocorre, juntamente com a malolática, em recipientes de aço inox. O processo de elaboração termina com o envelhecimento, realizado tanto em aço quanto em barricas de carvalho, por um total de 8 meses.
O Cagnulari tinto assinado por Cherchi se apresenta ao exame visual com uma cor que remete ao rubi, intenso e concentrado, com leves nuances que tendem ao púrpura na borda. O leque de aromas que desenvolve o perfil olfativo deste rótulo se move em notas frutadas e florais, enriquecidas também por um toque de alcaçuz. Na boca é de bom corpo, aveludado, com um gole seco e fresco, caracterizado por um sabor de fruta; fecha com um final dotado de uma persistência interessante. Uma garrafa que conta a história de uma variedade esquecida, ainda capaz de proporcionar emoções.

